Seria o Coworking uma tendência sem volta? Ou: estamos assistindo a reinvenção do espaço de trabalho

Ter a sede da sua empresa num centro comercial de destaque, como Avenida Paulista, Faria Lima ou Vila Olímpia.

O que antes parecia algo reservado às gigantes multinacionais, agora não é uma realidade tão distante para o micro e pequeno empreendedor, já que os custos são acessíveis se comparados à tradicional locação de espaços nessas regiões.

Isso se tornou possível graças ao coworking, os famosos escritórios compartilhados, onde dentro de um mesmo ambiente temos várias estações de trabalho, sendo cada uma delas uma empresa diferente e independente.

Mesmo com várias empresas distintas, o ambiente coletivo deixa aberta a possibilidade de interação com outros negócios, algo positivo e que pode gerar novas oportunidades.

Como o coworking ganhou força no Brasil?

Podemos entender que a tendência de coworking começa a ganhar força no Brasil com o inflacionamento do mercado imobiliário das regiões comerciais mais prestigiadas, somado a um contexto onde os empreendedores do país buscam cada vez mais enxugar suas despesas com estrutura física.

Sendo essas regiões procuradas por grandes empresas nacionais e multinacionais que possuem capacidade de investimento em espaços que custam milhões, é natural que os proprietários mantenham seus preços em patamares elevados, com um viés de alta.

Isso não foi diferente com os aluguéis. Também inflacionaram, acompanhando os preços praticados pelo mercado dessas regiões.

Para os negócios com limitações de capital, parte relevante da economia brasileira, restariam então regiões mais afastadas dos grandes centros e não raramente com sérias restrições, como pouco acesso via transporte público e carência de infraestrutura adequada.

Com isso, surge uma demanda a ser atendida.

E na esteira desse cenário, surge a ideia de negócio que consiste em adquirir grandes espaços, montar uma estrutura típica de escritórios, com várias estações de trabalho e salas privativas, e disponibilizar planos mensais para que interessados tenham direito de usar cada uma delas por um determinado período.

Eis que nascem os escritórios compartilhados, denominados coworkings. 

É interessante notar que a ascensão desses espaços também criou novas oportunidades para o mercado imobiliário comercial de alto padrão.

Lajes corporativas com grande metragem, que até então estavam com vacância por longos períodos pelo seu elevado custo, estão sendo adquiridas e passando por adaptações por empresas que querem explorar esse ramo de atividade.

Me pergunto se é um absurdo imaginar que essa é uma tendência sem volta.

É pertinente lembrarmos que um dia o home office, a ideia de trabalhar remotamente de casa, também já foi classificada como modismo e algo sem grande futuro. Hoje, grandes empresas são adeptas da ideia, visando redução de custos com deslocamento de funcionários e maior qualidade de vida aos mesmos.

Será o mesmo com o coworking? Só o tempo dirá. Vamos ver.

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