Como será o mercado segurador daqui a alguns anos?

Seguindo a linha do artigo sobre a visão da McKinsey&Company sobre o futuro do mercado segurador, questiono: como será o mercado segurador daqui a alguns anos?

Assim como o setor bancário, acredito que o setor de seguros sempre teve um viés muito tradicionalista e reativo às mudanças.

Um ponto que me parece válido para explicar essa cultura é a forma como o mercado foi desenvolvido ao longo de sua história: sempre com uma forte rédea estatal e regulamentação por parte das entidades dotadas de poder regulatório, criando assim uma filosofia extremamente tecnicista e conservadora em seu ambiente interno.

No entanto, é possível notar que está surgindo nos últimos anos um movimento orientado à inovação disruptiva, com a aparição de iniciativas que propõem novos meios de comercialização de seguros, novos modos de se relacionar com o segurado e até coisas novas na parte dos sinistros.

Creio que o movimento também possui algo positivo que vai além da inovação: ele se propõe a mudar o estereótipo burocrático, moroso e complexo que o público geral ainda possui a respeito do mercado segurador, algo que ainda penaliza o crescimento da cultura do seguro no Brasil.

Essas novas iniciativas recebem o nome de insurtechs, um termo que é resultado da fusão entre as palavras em inglês “insurance” (seguro) e “technology” (tecnologia).

Antes vistas como mera especulação e aventura por parte do mercado, as insurtechs estão vindo aí com tudo e devemos estar atentos a elas, de forma a nos adaptar a essa nova realidade e agir na intenção de sobreviver em um ambiente onde há um contínuo aumento da competitividade.

No Brasil, já temos algumas iniciativas interessantes nesse sentido, como as que estão abaixo.

Youse

Respaldada pela Caixa Seguradora, a Youse disponibiliza a contratação de seguro auto, residencial ou vida pela sua plataforma online ou pelos aplicativos disponíveis na Google Play Store ou Apple Store.

Segundo a marca, o propósito é descomplicar a contratação de seguros, simplificando as etapas do processo e utilizando uma linguagem acessível ao público que não tem familiaridade com termos mais ligados ao mundo técnico dos seguros.

ThinkSeg

A ThinkSeg também aposta na facilitação do processo de contratação de seguros, através da disponibilização de aplicativos e etapas simplificadas.

Na tela de contratação, o cliente insere poucos dados para obter sua cotação, que é selecionada através da inteligência artificial embutida na programação do website, capaz de disponibilizar a melhor opção de acordo com seus próprios critérios.

Segurize

A Segurize é uma corretora de seguros que teve a iniciativa de investir em uma plataforma de indicação de clientes interessados na contratação de seguros.

Na plataforma, qualquer um pode se cadastrar através de etapas bem intuitivas e indicar clientes em troca de remunerações.

Com isso, a corretora consegue ter um canal permanente de angariação de clientes e ainda beneficia os seus parceiros.

Mobisell

A Mobisell, plataforma digital de propriedade da startup Bitix, tem como principal objetivo promover a digitalização da venda de seguro saúde no Brasil, criando um processo de comercialização que visa aproximar mais os corretores, administradoras, operadoras e potenciais clientes.

SDS – Soluções Digitais em Sinistro

A SDS – Soluções Digitais em Sinistro é uma startup direcionada ao processo de regulação de sinistros, algo voltado para as nuances internas do mercado segurador.

Seu objetivo é otimizar o processo de regulação através de meios digitais, que muitas vezes possui uma morosidade e burocracia que pode afetar de forma negativa o relacionamento da seguradora com o segurado.

Regula Sinistros

Também voltada aos sinistros, a Regula disponibiliza um serviço de atendimento aos sinistros da carteira dos corretores de seguros de vários ramos.

O serviço é comercializado sob o formato de planos, que vão desde o atendimento de pequenas carteiras de corretores individuais até carteiras volumosas de grandes participantes do mercado de corretagem.

Com a prática de terceirização em alta, muitos corretores certamente consideram a opção pelo serviço para otimizar a sua rotina de trabalho e assim destinar o foco exclusivamente para as vendas de seguros.

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