2018 e o dever

Como último texto de um ano, eu poderia descrever aqui uma série de clichês, mas resolvi contar um fato que me ocorreu.

Recentemente, encontrei um amigo de longa data que não via há um bom tempo. Em uma cafeteria, começamos a conversar sobre vida pessoal, profissional, nossos planos, o saldo que fazemos desse ano e diversos outros assuntos.

Em certo momento e através de uma forma que não me recordo agora, entramos no assunto de direitos e deveres das pessoas. Disse a ele que, nos últimos tempos, as pessoas têm supervalorizado os direitos que possuem e desvalorizado seus deveres enquanto indivíduos, deixando estes em segundo plano.

Confuso com a minha afirmação, tratei de exemplificar com uma situação bem simples: uma pessoa que emprega uma energia descomunal para sair em defesa de direitos trabalhistas, enquanto, em seu posto de trabalho, carece de dedicação para com as suas funções, ignorando responsabilidades perante os seus colegas.

Um pouco mais tarde e já em casa, três questionamentos vieram à minha cabeça:

  • Quando foi que as pessoas deixaram de ter, como uma característica intrínseca a elas, a iniciativa de assumir responsabilidades e cumpri-las?
  • Qual a real motivação de tal postura?

E aquele que, dentro da minha análise, julgo como o mais importante deles:

  • Por que o dever vem sendo tão sabotado e jogado às traças, como algo de menor valor frente aos direitos?

Em uma escola, quando um professor explica aos alunos o conceito de direitos e deveres, ele o faz de forma conjunta.

Basta uma análise nem tão profunda assim para notar que isso não ocorre por um mero hábito costumeiro daquele que leciona ou alguma convenção casual, mas sim porque há uma relação de dependência entre os dois elementos.

Porque a coexistência de ambos, sem que haja priorização ou excesso de um deles, torna viável uma sociedade harmônica.

Uma sociedade que valoriza a responsabilidade individual contribui para o seu engrandecimento e, consequentemente, faz as escolhas corretas.

Por isso defendo que, em 2018, nós sejamos, acima de qualquer circunstância, absolutos defensores do dever e de seu cumprimento.

bwvk5v
Capitão Nascimento tem razão.

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