O seguro como mecanismo impedidor de um colapso econômico

Quando alguém está lidando com o seu seguro, normalmente não consegue entender a sua importância para uma sociedade econômica. Para um leigo em sua visão simplista, a importância se restringe a ele, para, por exemplo, indenizá-lo no caso de seu carro ser roubado ou acidentado.

No entanto, se fizermos uma reflexão relativamente profunda sobre o seguro, vamos constatar que ele possui uma importância maior em uma sociedade do que a simples proteção patrimonial de um mero indivíduo. É exatamente isso que esse artigo visa elucidar.

Para que seja possível entender melhor essa questão, devemos ter conhecimento de um conceito básico a respeito do risco: a sua inerência na sociedade.

O que é inerência?

Inerência é a definição de algo que está automaticamente vinculado a uma coisa e é tido como inseparável da mesma desde o início da sua existência.

Tudo, absolutamente tudo no mundo em que vivemos envolve riscos. Não existem atividades ou decisões isentas de risco.

O homem, apesar de todas as suas realizações no decorrer da história, não conseguiu desenvolver meios de eliminar por completo o fator “risco” de suas atividades. Conseguiu meios de qualificá-lo e reduzi-lo por meios matemáticos e estatísticos, mas não de eliminá-lo. É um universo fora de seu total controle. Arrisco a dizer que nunca irá dominá-lo.

É errado afirmar que o seguro assume a função de eliminar o risco. O seguro tem como função estar presente em estado de ociosidade para atuar na ocorrência de evento decorrente de um determinado risco.

Dada essa explicação, vamos à parte central do nosso artigo.

Lembra da situação do carro no início? Façamos um exercício: elencar as questões que provocarão impactos econômicos na ocorrência de um acidente.

  • O valor dos carros envolvidos.
  • Em caso de acidentes envolvendo outras pessoas, a responsabilidade do condutor em relação ao dano causado a um terceiro, podendo o dano se subdividir em material e/ou pessoal.
  • Indenizações às famílias das vítimas, na ocorrência de acidentes com feridos ou fatalidades.
  • Indenizações ao administrador do trecho rodoviário na ocorrência de danos estruturais.

Quando vemos o acidente como um caso pontual, parece algo insignificante perante a sociedade, certo? Agora multiplique essa ocorrência por 50 mil.

Estamos trabalhando com um cenário sem a presença do seguro. Não há nada para respaldar os envolvidos. Eles terão que fazer uso do próprio patrimônio para isso, desembolsando quantias para reparar todos esses danos.

Com isso, esse grupo de pessoas, formado na sua maioria por indivíduos com uma faixa de renda na média da população, entrará em uma fase de endividamento profundo. Com o endividamento, deixará de honrar vários compromissos financeiros.

Aqueles que dependem desses compromissos para o bom fluxo de suas atividades terão que, por meios próprios, compensar essa lacuna deixada. Agora aplique o efeito “bola de neve” nessa situação.

O resultado iminente é uma insolvência generalizada, com efeitos econômicos e sociais catastróficos. A barbárie é o destino.

O seguro é, além de protetor patrimonial, um alicerce econômico em uma sociedade.

Sem alicerce, não há algo que sustente o prédio. Ele ficará absurdamente inseguro, dependente apenas da própria estrutura visível para se manter em pé.

Sem seguro, não há sustentação para uma sociedade econômica. Ela ficará insanamente instável, talvez até inviável. E dependente do próprio patrimônio conquistado para cobrir eventos decorrentes dos riscos e assim tentar regular a sua instabilidade.

Eu espero, através desse artigo, ter conseguido ressaltar a importância do seguro em uma sociedade.

Tenha em mente que promover e defender a cultura do seguro não é apenas um dever daqueles que participam do seu mercado, mas um dever de toda a sociedade para a sua própria preservação.

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