O “pidão” de favores no ambiente de trabalho

Você está lá, absolutamente concentrado em uma tarefa importantíssima.

Pode ser um relatório que aparecerá em uma reunião com membros externos, as diretrizes de uma apresentação de um produto novo ou até mesmo uma atividade rotineira de alta responsabilidade.

Em determinado momento, o silêncio, elemento necessário para a boa concentração em um ambiente de trabalho, é quebrado por mais um pedido daquele colega pouco afeito a aprender e dominar os meios de fazer certa tarefa.

“Fulano, me faz um favor? Manda o relatório de pagamentos por centro de custos pro diretor que vai entrar em uma reunião agora? Não sei como que filtra as informações. “Quebra” essa pra mim?”

O “pidão” de favores no cotidiano corporativo sofre grandes prejuízos na sua imagem profissional. São alguns deles:

Passa a ser visto como inconveniente pelos outros.

O relacionamento dele com os colegas de trabalho é afetado. A presença dele faz com que os outros tenham vontade de cavar um buraco para se esconder.

Transmite desconforto ao ambiente, fazendo com que todos fiquem na espera para saber quem será a próxima vítima do senhor dos favores.

O desconforto gera afastamento dos outros colaboradores e a insistência pode dar início a conflitos calorosos.

As competências passam a ser colocadas em xeque.

Se ele sempre pede ou aparenta pedir ajuda aos outros, os superiores responsáveis pela gestão de pessoas podem passar a considerá-lo inapto para o aprendizado e limitado para novas oportunidades dentro da organização.

Além disso, o profissional também pode ser condenado na questão do acréscimo de valor para a organização, culminando, em um futuro próximo, no seu desligamento.

E você, é um “pidão” de favores?

Qual sua posição imediata ao se deparar com algo que você não sabe: perguntar imediatamente ao colega ao lado ou pesquisar por meios próprios e depois tirar possíveis dúvidas com determinadas pessoas?

Você se esforça para absorver e resumir os conceitos de suas atribuições ou pede que as pessoas te orientem a todo instante?

Quão resiliente você é em relação aos novos desafios e demandas que surgem na sua vida?

As respostas que você dá para essas perguntas irão lhe convidar à reflexão sobre o tema.

Um ponto importante

Não estou dizendo que uma pessoa deve se privar de tirar uma dúvida ou conhecer algo novo perguntando para um terceiro.

Se, por exemplo, você é novo em uma determinada função, isso é válido.

O alvo da crítica aqui é o indivíduo que ultrapassa a barreira do bom-senso, interrompe quase que de maneira sistemática a rotina dos demais e que se nega a ser alguém autônomo dentro de um grupo de trabalho.

Não seja esse tipo de colaborador. Se suspeitar que sua postura está adentrando esse naipe, o aconselhável é receber orientações de profissionais que trabalham com questões vocacionais.

Tenha certeza de uma coisa: nada mais motivante e satisfatório do que ter a consciência de que a autonomia faz parte das suas características laborais e pessoais.

Seus parceiros de trabalho, sua empresa e sua carreira profissional agradecem.

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